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Mulheres pioneiras que mudaram a história de Portugal e do mundo

O Dia Internacional da Mulher celebra-se já no próximo dia 8 de março.

A celebração do Dia Internacional da Mulher a 8 de março foi declarada por Vladimir Lenin em 1922, após se ter inspirado na manifestação do Partido Socialista Americano de 1909, noticiada como “Dia das Mulheres”, e no movimento organizado pelo comité alemão na Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, que se realizou em Copenhaga em 1910. Este evento estabeleceu a necessidade de se criar uma data comemorativa, pensada para expor os problemas das mulheres, como a igualdade de género, os direitos reprodutivos e o combate à violência contra as mulheres. 

Lenin estabeleceu esta data como forma de lembrar e celebrar o papel das mulheres na revolução Russa de 1917. Só em 1977, após uma declaração das Nações Unidas, é que o dia se tornou reconhecido por diversos países, acabando por ser celebrado mundialmente. 

Nesta data muito especial, é importante lembrar as mulheres pioneiras que deixaram a sua marca na história da humanidade e do nosso país. 

Antónia Gertrudes Pusich

Pusich fez história ao tornar-se a primeira mulher jornalista no século XIX, integrando a redação de vários jornais ao longo da sua carreira. Mas, foi ao criar “A Assemblea Litteraria“, em 1849, que Pusich se tornou numa lenda, assumindo o cargo de diretora da publicação. 

Marie Curie

Marie Curie, juntamente com o seu marido Pierre Curie, foi uma pioneira na ciência, sendo conhecida por liderar várias investigações sobre a radioatividade, permitindo o isolamento de novos elementos, como polónio e rádio. Estas investigações permitiram-lhe obter dois prémios Nobel. Sem ela, a medicina moderna seria muito diferente, impossibilitando o uso de radiografias ou TAC. 

Maria de Lourdes Braga de Sá Teixeira

Maria de Lourdes Braga de Sá Teixeira, ou Milú, como ficou mais conhecida, foi a primeira mulher a conseguir a licença para pilotar aviões em Portugal, alcançando esse feito em 1928, com apenas 21 anos. Até então, pilotar aviões era um trabalho assumido exclusivamente por homens, mas o sucesso de Maria de Lourdes abriu as portas a uma nova geração de mulheres piloto. 

Aphra Behn

Behn foi uma escritora, dramaturga e poetisa britânica, considerada a primeira mulher a publicar as suas obras usando o seu nome real e não um pseudónimo masculino. Nascida em 1640, Aphra Behn inspirou diversas autoras nas décadas e séculos que se seguiram, nomeadamente Virginia Woolf, que a homenageou numa das suas obras, “Um Quarto Só para Si”. 

Maria de Lourdes Pintasilgo

Em 1979 Portugal fez história ao nomear Maria de Lourdes Pintasilgo como primeira-ministra, apenas 5 anos após a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974. Aquando da sua candidatura, Pintasilgo já era um nome conhecido no mundo da política da altura, tendo exercido como secretária de Estado da Segurança Social do Primeiro Governo Provisório, chefiado o ministério dos Assuntos Sociais e Embaixadora de Portugal na Unesco. A nomeação de Maria de Lourdes Pintasilgo em 1979 como primeira-ministra tornoua na segunda mulher a alcançar esse cargo em toda a Europa, seguindo o exemplo de Margaret Thatcher, no Reino Unido. 

Carolina Beatriz Ângelo

Nascida na cidade da Guarda em 1878, Beatriz Ângelo fez história por duas vezes, tornando-se não só na primeira mulher a conduzir uma cirurgia, após se estabelecer como médica ginecologista, mas também se tornou, a 28 de maio de 1911, a primeira mulher da Europa Ocidental a votar numas eleições. Numa altura em que a política era considerada um assunto de homens, Beatriz Ângelo lutou pelos seus direitos e foi a tribunal por duas vezes com o objetivo de reivindicar o seu direito de voto. 

Isabel Rilvas

Isabel Manuela Teixeira Bandeira de Melo, mais conhecida como Isabel Rilvas, fez história ao tornar-se na primeira mulher paraquedista portuguesa, acabando por lutar pela criação da organização de Enfermeiras Paraquedistas. Isabel nasceu em Lisboa, em 1935 e, acabou ainda por quebrar o recorde português de voo sem motor. Durante a sua carreira, Isabel Rilvas participou em vários conflitos armados, incluindo na Guerra Colonial.  

Arabella Mansfield e Ada H. Kepley

Mansfield foi a primeira mulher a entrar na Ordem dos Advogados, em 1869, mesmo não tendo estudado Direito na Universidade. A sua paixão por direito, levou-a a estudar os livros do seu irmão, que lhe permitiram ter uma carreira na área. No entanto, mais tarde nesse mesmo ano, Ada H. Kepley tornou-se na primeira mulher a tirar a licenciatura em direito nos EUA. 

Antónia Rodrigues

Antónia sonhou desde cedo em se tornar uma cavaleira, mas em pelo século XVI, o seu sonho estava longe de ser fácil de realizar. No entanto, após vários anos de luta, Antónia Rodrigues acabou por cortar o seu longo cabelo loiro, vestiu a armadura e partiu para a ação, acabando por se tornar na primeira mulher a ser condecorada como cavaleira, e seria a única nos vários séculos que se seguiram a alcançar esse feito. 

Lembra-te!

O AMC lembra o Dia Internacional da Mulher que decorre já no próximo dia 8 de março.

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