A Segunda Guerra Mundial foi uma das maiores tragédias da história da humanidade. Ao longo de mais de 6 anos de conflito, o mundo assistiu a uma devastação sem precedentes, que causou a perda de mais de 60 milhões de vidas.
No entanto, grande parte destas vítimas não se deveu ao conflito armado propriamente dito, mas à violência vivida em campos de concentração espalhados por toda a Europa, longe das linhas da frente. Embora o Holocausto tenha tido os judeus como principal alvo, resultando na morte de mais de 6 milhões de pessoas, a violência e perseguição alargou-se a diversos outros grupos, como eslavos, polacos, homossexuais e pessoas com deficiência.
Ao longo dos anos do conflito, os relatos de atrocidades tornaram-se cada vez mais difíceis de ignorar. Ainda assim, foi apenas com a libertação da Polónia e Alemanha pelos Aliados, que se descobriu a verdadeira dimensão do terror.
II Guerra Mundial: A História em Tribunal

Com a rendição da Alemanha Nazi e do Japão, a guerra chegou ao fim, mas a procura por justiça estava apenas a começar, deslocando a ação até ao tribunais. Os anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, foram marcados por uma série de debates, levando a tribunal os criminosos de guerra que sobreviveram ao conflito.
Desde Nuremberga a Tóquio, vários foram os locais pelo globo que serviram de palco aos julgamentos, com a população mundial a assistir a cada revelação. É precisamente esta fascinante e complexa luta pela justiça que o Canal HISTÓRIA procura dar a conhecer com “II Guerra Mundial: A História em Tribunal”.
A nova série relata cada passo da luta em tribunal, contando com o testemunho de vítimas, que revelam os momentos de terror e sofrimento. Além disso, é dado a conhecer o verdadeiro impacto dos crimes contra a Humanidade, bem como caos da missão de trazer justiça aos injustiçados.
Crimes contra a humanidade
Os horrores da Segunda Guerra Mundial colocaram os sistemas jurídicos perante um desafio sem precedentes. A realização dos julgamentos requisitou a introdução de novas categorias no poder judicial internacional. Exemplo disso são os “Crimes contra a Humanidade” e “Crimes contra a Paz, que foram codificados na Carta de Nuremberga e tornaram-se a base para o direito internacional introduzido pelas Nações Unidas.
O significado de Nuremberga
A escolha de Nuremberga para ser o palco dos principais julgamentos da Segunda Guerra Mundial não foi um acaso. A cidade foi escolhida não só por motivos práticos, mas também simbólicos. Durante os anos de governação de Adolf Hitler, Nuremberga acolheu grandes comícios nazis. Além disso, o seu Palácio da Justiça sobreviveu ao bombardeamento, oferecendo um tribunal e uma prisão suficientemente grandes para os procedimentos.
“Apenas seguimos ordens”

Durante os julgamentos, muitos dos acusados argumentaram que “Apenas seguimos ordens”, e que não apoiam as decisões dos seus superiores. No entanto, o tribunal rejeitou a ideia de que essa defesa seria uma absolvição absoluta, estabelecendo responsabilidade aos indivíduos pela realização de atos ilícitos, mesmo quando ordenados por superiores.
Solução jurídica internacional
A dimensão dos crimes obrigou a uma resposta internacional sem precedentes, levando várias nações a contribuir para a realização dos julgamentos, principalmente em Tóquio. O Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente contou com a presença de juízes de 11 nações, vindos de vários países do Pacífico e do continente asiático.
Décadas depois, os julgamentos da Segunda Guerra Mundial continuam a ser estudados como um momento decisivo na história da justiça internacional. Esta resposta rápida e vigorosa, mostra que mesmo após os períodos mais sombrios da humanidade, a procura pela verdade e pela responsabilização não pode ser ignorada.
Vem descobrir!
“II Guerra Mundial: A História em Tribunal” tem estreia marcada no Canal HISTÓRIA para o dia 6 de julho, pelas 22h15.
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