No dia 31 de agosto, às 22h15, o CANAL HISTÓRIA estreia “Jack, o Estripador: Escrito em Sangue”, uma nova série documental que revisita um dos casos criminais mais famosos de sempre e mostra como nasceu a lenda do mais enigmático assassino em série da história.
Em apenas três episódios, esta produção realizada por Tracey Larcombe mergulha nos infames crimes de Whitechapel e revela de que forma a cobertura sensacionalista dos jornais da época ajudou a transformar Jack, o Estripador numa figura lendária. Entre factos históricos, novas perspetivas e uma investigação detalhada, a série separa o mito da realidade e mostra porque é que este caso continua a fascinar milhões de pessoas mais de um século depois.
Os crimes de Whitechapel

Entre 1888 e 1891, o bairro londrino de Whitechapel tornou-se palco de uma sucessão de homicídios brutais que ficaram conhecidos como os Crimes de Whitechapel. Ao todo, foram registados 11 assassinatos, quase todos de mulheres que viviam em condições extremamente precárias.
Apesar de muitas vezes serem associados a Jack, o Estripador, os investigadores acreditam que nem todos os crimes tiveram o mesmo autor. Emma Elizabeth Smith foi atacada e assassinada por um gangue local, enquanto Martha Tabram foi morta com 39 facadas por um criminoso nunca identificado. Pelo meio encontram-se as cinco vítimas oficialmente atribuídas ao infame assassino que viria a entrar para a história.
Afinal, quem era Jack, o Estripador?
É uma pergunta que continua sem resposta. Jack, o Estripador é apontado como responsável por cinco homicídios, embora alguns historiadores defendam que o número real de vítimas possa ser superior. A falta de provas conclusivas e as diferentes interpretações dos investigadores impediram, até hoje, qualquer confirmação definitiva.
O assassino atacava sobretudo mulheres vulneráveis, recorrendo a degola e a violentas mutilações, um padrão que levou muitos especialistas da época a acreditar que possuía conhecimentos de anatomia ou medicina. Ainda assim, apesar da intensa investigação conduzida pela Scotland Yard, a verdadeira identidade de Jack nunca foi descoberta.
Grande parte da sua fama deve-se também aos jornais da época. Pela primeira vez, o público acompanhava quase em tempo real os avanços da investigação através de reportagens detalhadas, alimentando rumores, teorias e especulação. Foi precisamente essa cobertura mediática que ajudou a criar o mito que ainda hoje envolve o nome de Jack, o Estripador.
O impacto de Jack, o Estripador na cultura popular

O fascínio por este caso ultrapassou há muito os livros de História e chegou ao cinema, à televisão e à literatura. Em 1979, o filme “Processo Arquivado por Ordem Real” colocou Sherlock Holmes na perseguição do assassino, misturando o caso real com uma elaborada conspiração.
Já em 2001, Johnny Depp protagonizou “A Verdadeira História de Jack, o Estripador”, adaptação da banda desenhada de Alan Moore e Eddie Campbell, realizada pelos irmãos Albert e Allen Hughes. O filme voltou a despertar o interesse do grande público por um dos maiores mistérios criminais de sempre.
Vem descobrir!
“Jack, o Estripador: Escrito em Sangue” estreia no CANAL HISTÓRIA, dia 31 de agosto, pelas 22h15.
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